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Museu do Ipiranga guarda história da Independência e de São Paulo
 

15 =   MUSEU  DO  IPIRANGA – (NOME POPULAR)

MUSEU PAULISTA – (NOME OFICIAL)

Universidade de São Paulo

 

Universidade de São Paulo

Museu Republicano de Itu

Parque da Independência, s/n.º - Ipiranga - Caixa Postal 42.403 - Tels.: (011) 2065-8000

Bairro do Ipiranga – São Paulo – Estado de São Paulo - Brasil

www.mp.usp.br/       email - mp@usp.br

 

      

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Inauguração

1890

Localização

Bairro  Ipiranga

Tipo

De  História

Número de visitantes

362.000[1] (2006)

Diretor

Eni de Mesquita Sâmara

Curador

Heloisa Barbuy

Website

www.mp.usp.br

 

Projetado e construído sob o o patrocínio do governo imperial entre 1885 e 1890, o Palácio-Monumento constitui uma das poucas obras feitas aqui com dinheiro imperial.

 

(*) Em 1884 é contratado, como arquiteto, o engenheiro italiano Tommaso Gaudenzio Bezzi, que, no ano anterior, havia apresentado o projeto de um monumento-edifício para celebrar a Independência. O estilo arquitetônico adotado, o eclético, havia muito estava em curso na Europa.

 

Da construção do monumento encarregou-se outro italiano, Luigi Pucci, responsável pela contratação da mão-de-obra necessária, pela compra de materiais e por fazer cumprir as determinações técnicas e ornamentais do projeto do engenheiro Bezzi. A preocupação com a fidelidade fez com que Bezzi executasse uma maquete em gesso, reproduzindo os detalhes arquitetônicos e de ornamentação. A monumentalidade do edifício demandou soluções originais no encaminhamento dos trabalhos: a mão-de-obra contratada era, muito provavelmente, italiana, visto não existirem, em São Paulo, nessa época, trabalhadores familiarizados com execução de ornatos.

 

A distância dificultava em muito o transporte dos materiais construtivos. Para minimizar esses problemas, foi criada a estação de trens do Ipiranga, na linha S. Paulo Railway, nas proximidades do Rio Tamanduateí. A partir dali os materiais subiam as colinas, provavelmente em carretas.

A técnica do tijolo também constituía uma novidade; em São Paulo ainda predominavam as construções em taipa, de dois tipos: a taipa de pilão e a taipa de mão, conforme a maneira de socar o barro. Mas havia já olarias na região de São Caetano, próxima do Ipiranga, de onde vieram os tijolos do edifício.

 

O edifício de grandiosas proporções, construído em dez anos (1885-1895), em estilo renascentista, seria antes de tudo um estabelecimento de ensino científico; no entanto, um acervo advindo, principalmente, da coleção pessoal de um coronel paulista (Joaquim Sertório) facilitou a instalação do museu no local. Junto a uma estátua em homenagem ao "grito", (projeto do italiano Ettore Ximenez, em granito, com adornos em bronze e, em cujo subsolo se encontram os despojos de D. Pedro I e suas duas esposas) o Museu do Ipiranga, como é carinhosamente chamado pelos paulistanos, faz parte do conjunto denominado Parque da Independência. (1)

 

Os primeiros jardins em torno do edifício, formados entre 1908 e 1909, foram projetados pelo paisagista belga Arsenius Puttemans e reproduzem concepções paisagísticas inspiradas nos jardins barrocos franceses, como os de Versailles. Em 1922, esses jardins foram ampliados em 1500 m2, passando a atingir o início da Av. D.Pedro I e na década de 30, sofreram novas intervenções, com o rebaixamento da área em frente à fachada principal.

O jardim do Museu do Ipiranga serviu de inspiração para a obra do espanhol Salinas Y Tureal (1869- 1923) , chamada de Festa Escolar no Museu do Ipiranga. A tela de 1912, se encontra na Pinacoteca do Estado.

Muito importante é saber que sua utilidade inicial, seria celebrar a Proclamação da Independência, e acima disso, a força do Império do Brasil, com os Pedros, I e II.

Só que a história tomou outro rumo, com o advento político da República.

Em 1893 foi apropriado pelo governo estadual do Estado de São Paulo. Ele ajudou a cristalizar a imagem de que o 7 de setembro e o “nascimento da nação” estavam se confundindo com o “progresso das terras paulistas”.

 

As lideranças republicanas apregoavam uma participação política popular, e, desse modo acabou tendo sua inauguração oficial, a 7 de setembro de 1895, aliando característica de uma instituição científica, voltada para a pesquisa junto com a instrução  popular. E assim que foram instituídas as festividades cívicas em torno da Independência.

(1) www.sampa.art.br/museus/ipiranga    

Nos primeiros anos, inexplicavelmente, dedicava-se prioritariamente às ciências naturais.

Em 1917 assumiu sua direção e ficando até 1945, o historiador Afonso de Escragnoile Taunay que implantou seu projeto de ser ali certamente um Museu Histórico, como estava previsto no projeto inicial, basicamente voltado para a organização de espaços concernentes à rememorização de fatos históricos brasileiros e paulistas.

 

Na escadaria interna do saguão principal, encontra-se um belo conjunto escultórico com a figura de 6 importantes bandeirantes. Elas foram esculpidas por três grandes artistas. Cada um deles esculpiu 2 estátuas: Adrien Henri Van Emelen (belga), aluno de Auguste Rodin; Amadeu Zani (italiano) e Nicola Rollo (italiano)

 

(*)  Outras, integram a alegoria do edifício como as estátuas em mármore dos bandeirantes,  Antônio Raposo Tavares e Fernão Dias Paes, de Luigi Brizzollara (Saguão); a estátua em bronze de D. Pedro I, de autoria de Rodolpho Bernardelli (nicho central da Escadaria).

Ainda temos o privilégio de termos um Busto em gesso de Victor Hugo.” Escultura de François-Auguste-René-Rodin (1840-1917)

ACERVO

(**) O Museu Paulista tem em seu acervo de mais de 125 mil artigos, entre objetos (esculturas, quadros, jóias,  moedas,  medalhas, móveis, documentos e utensílios de bandeirantes e índios), iconografia e documentação arquivística, do século XVI até meados do século XX, que servem para a compreensão da sociedade brasileira, com especial concentração na história de São Paulo. Só a biblioteca tem mais de 100 mil volumes e o Centro de Documentação Histórica, 40 mil manuscritos.

O acervo do Museu Paulista tem sua origem em uma coleção particular reunida pelo coronel Joaquim Sertório, que em 1890, foi adquirida pelo Conselheiro Francisco de Paula Mayrink, que a doou, juntamente com objetos da coleção Pessanha, ao Governo do Estado. Em 1891, o presidente do Estado, Américo Brasiliense de Almeida, deu a Alberto Löefgren a incumbência de organizar esse acervo, designando-o diretor do recém-criado Museu do Estado. As coleções, ao longo dos mais de cem anos do museu, sofreram uma série de modificações com o desmembramento de parte de seus acervos e incorporações.

Do todo podem ser extraídos alguns conjuntos temáticos, como os relativos a Independência, Guerra do Paraguai e Revolução de 32.

Algumas coleções pessoais de porte foram doadas ao Museu Paulista ao longo de sua história. Entre elas, as do engenheiro-arquiteto Tommaso Gaudenzio Bezzi, do inventor Santos Dumont, do diplomata José Carlos de Macedo Soares e das senhoras Olga de Souza Queiroz, Carmencita Bettenfeld Julien e Prado Guimarães.  

O acervo do museu se encontra tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.

FORMAÇÃO DO ACERVO

O acervo do Museu Paulista tem sua origem em uma coleção reunida pelo Coronel Joaquim Sertório, da qual constavam espécimes de História Natural peças de interesse etnográfico e histórico. Esta coleção particular encontrava-se na própria residência do Coronel, situada no Largo Municipal, hoje Praça João Mendes. Em 1890, a coleção foi adquirida pelo Conselheiro Francisco de Paula Mayrink, que a doou, juntamente com objetos da coleção Pessanha, ao Governo do Estado.
Em 1891, o Presidente do Estado, Américo Brasiliense de Almeida, deu a Alberto Löefgren, botânico da Comissão Geográfica e Geológica do Estado a incumbência de organizar esse acervo, designando-o Diretor do recém-criado Museu do Estado. As coleções existentes foram reunidas, em 1892, num prédio localizado no Largo do Palácio, atual Pátio do Colégio. No ano seguinte, foram transferidas para um prédio situado na Rua da Consolação.
Em 1893, o Museu do Estado deixa de pertencer à Comissão Geográfica e Geológica, por determinação do então Presidente do Estado, Bernardino de Campos. Como Diretor do Museu é designado o zoólogo Hermann von Ihering, incumbido de transferir o acervo da instituição para um novo local: o edifício-monumento recém-inaugurado, às margens do Ipiranga.

Essa decisão foi tomada para atender às determinações do Governo Provisório do novo regime republicano que, ao incentivar a conclusão do monumento em 1890 exige que a ele fosse dado um "destino útil": de escola ou instituição científica.
O Governo determina, então, que o Monumento do Ipiranga seja utilizado para abrigar o Museu do Estado, lei n. 192 de 25 de agosto de 1893.
Transferida no ano seguinte, já sob a denominação de Museu Paulista, a instituição é oficialmente inaugurada a 7 de setembro de 1895 pelo Presidente do Estado, ficando subordinada à Secretaria dos Negócios do Interior, posteriormente da Educação.

 

ACERVO DE OBJETOS

 

(*) O acervo de objetos do Museu Paulista compõe-se de ampla gama de artefatos - nacionais e estrangeiros - utilizados no Brasil e particularmente em São Paulo até 1950. A maioria provem do final do século XIX e da primeira metade do século XX, mas o contingente relativo ao período colonial também constitui conjunto considerável.

 

ACERVO ICONOGRÁFICO

(*) O Museu Paulista abriga um significativo conjunto de imagens que registram as diversidades e mudanças nos modos de representação da figura humana, da natureza e da cidade. O acervo de pinturas compõe-se de obras a óleo, aquarela, guache e mural, abrangendo diferentes gêneros – retratos, naturezas mortas, pinturas históricas e de cunho religioso e paisagens. Entre estas, vistas da cidade de São Paulo, do rio Tietê e das vilas e fazendas do interior e litoral paulistas.

 

A pintura histórica, gênero difundido desde os fins do século XVII na Europa e no século XIX, no Brasil, com a Missão Artística Francesa, na chefia de Jean-Baptiste Debret. Encontrou aqui terreno propício, com o crescente sentimento nacionalista.

 

Num primeiro momento, permitiu à Corte Portuguesa aqui instalada, sentir-se com a ostentação de cortes européias, com telas de membros da Família Real, além de telas comemorativas de colonização e escravatura; eventos oficiais; depois, com a Família Real local. Afinal estava se firmando os fundamentos da

nova nação, transformada de Colônia em Império.

 

A temática dos quadros a óleo buscou mostrar o encontro do europeu com o índio: chegada e propagação dos primeiros fundamentos administrativos e até religiosos., que acabaram ratificando a posse da terra e a ação colonizadora dos portugueses.

 

Este é o gênero da pintura histórica. O Romantismo, assim como se manifestou em outras atividades culturais, também foi assimilado pelos pintores; que em seus enquadramentos, procuraram enaltecer aspectos da Natureza e a figura do índio, mostrando o passado colonial brasileiro de maneira edênica. Só que ocultaram a questão crucial da época: a escravidão negra que só no fim do Séc. XIX foi extinta. O elemento negro não está nas obras, ou só raramente, mas em atividades simples.

 

As pinturas não apresentam contradições ou conflitos étnicos entre índios e brancos; as vilas são retratadas, tendo como referencial o pensamento do século XIX. O pintor Pereira da Silva, excluiu os soldados e os  representantes da Coroa, mas destacou os jesuítas e foi farto no número de representantes do governo.

 

Seu quadro mais importante é o “Independência ou Morte”, de 1888, do paraibano Pedro Américo

 

ARQUIVO

 

O Museu Paulista possui 640 metros lineares de documentos textuais, agrupados em uma centena de coleções e fundos de arquivo públicos e privados. Integra o conjunto o Arquivo Permanente do Museu (Fundo MP), no qual estão inventariados os documentos gerados pela própria instituição entre os anos 1893 e 1963, quando o Museu é incorporado à Universidade de São Paulo. Diferentes aspectos da vida política, institucional e doméstica de segmentos da sociedade brasileira, especialmente paulistana, podem ser cobertos por uma documentação que, não poucas vezes, completa o acervo de objetos e imagens.

 

 (*) site do Museu Paulista da USP  =  www.mp.usp.br/                                                                          (**) site www. wikipédia.com.br

 

 

 
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