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Fábio da Silva Prado - ótimo Prefeito de 1934 a 1938
Herdou do pai Martinico Prado a veia humanística, plenamente manifestada na gestão municipal que mais se empenhou pela cultura em toda a história da cidade. Isto sem descuidar da administração da cidade e da realização de grandes melhoramentos, como o avô
 

                 Fábio da Silva Prado - prefeito

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Fábio da Silva Prado (São Paulo, 25 de junho de 1887 — São Paulo, 3 de março de 1963) foi um político paulista e brasileiro, prefeito do município de São Paulo entre      7 de setembro de 1934 e 31 de janeiro de 1938.

Sobrinho do ex-intendente (antigo título de prefeito) de São Paulo Antônio da Silva Prado (1899-1911), era filho de Martinico Prado, um ferrenho militante republicano. Engenheiro formado pela Universidade de Liège, na Bélgica, herdou do pai a veia humanística, plenamente manifestada na gestão municipal que mais se empenhou pela cultura em toda a história da cidade. Isto sem descuidar da administração da cidade e da realização de grandes melhoramentos. Tal como seu pai - e posteriormente seu sobrinho Caio Prado Júnior - Fábio era um transgressor do conservadorismo de sua poderosa família.

Em 1914 era anunciado o seu casamento com Renata Crespi, filha do imigrante italiano Rodolfo Crespi, dono da maior tecelagem de São Paulo, o Cotonifício Crespi. Isto numa época em que os barões do café só se casavam com moças de tradicionais famílias luso-brasileiras aparentadas entre si, as chamadas "quatrocentonas".

A sua ousadia iria muito mais além. Partilhando o entusiasmo pela cultura existente desde o início do ano de 1934 - quando Armando de Salles Oliveira assinou o decreto de criação da Universidade de São Paulo, endossando uma proposta de Júlio de Mesquita Filho, Fábio Prado criou o Departamento de Cultura, convidando Mário de Andrade e seus amigos modernistas para dirigi-lo.

"Graças à sua compreensão, homens tidos como iconoclastas, homens que na véspera escandalizavam por terem uma inteligência afinada com o rítmo do tempo, foram chamados a renovar a cultura desta cidade", diria Antônio Cândido em uma homenagem póstuma em 1963, ano em que Fábio Prado faleceu. Ou como disse Sérgio Milliet na mesma ocasião: "foram esses idealistas uns loucos para a época, pois não é que se preocupavam com bibliotecas, divulgação da música, do teatro, com parques infantis e pesquisas de padrão de vida?".

O Arquivo Municipal foi entregue ao próprio Sérgio Milliet, quando foi iniciada a Revista do Arquivo, que se tornou a publicação cultural mais importante do país, aonde eram publicados artigos dos chamados "modernistas" e de professores da USP, com uma assídua colaboração de Claude Lévi-Strauss, Pierre Monbeig, Florestan Fernandes e muitos outros. O bibliófilo Rubens Borba de Morais ficou responsável pela área de bibliotecas, iniciando a formação da Biblioteca Municipal e da inovadora Biblioteca Circulante. Em 1984, numa entrevista concedida ao número comemorativo do cinquentenário da Revista do Arquivo, Rubens Borba disse:

"O Departamento de Cultura não era propriamente uma coisa separada. Era um grupo. Nós trabalhávamos em conjunto. E era uma coisa fácil porque nós éramos amigos de 20 anos. Tínhamos feito 22 (a Semana de Arte Moderna)... e discutíamos os nossos problemas quase que diariamente na casa de Paulo Duarte, que trabalhava no gabinete com o Fábio"...

Fábio Prado concretizou uma idéia do urbanista e ex-prefeito Luís Inácio de Anhaia Melo (1930-31): a criação dos parques infantis. Além disso prosseguiu com a maior parte das obras da Avenida 9 de Julho, deixando os túneis sob a Paulista quase prontos. Iniciou e realizou a maior parte de outras obras importantes que deixou para seu sucessor inaugurar: o novo viaduto do Chá e os demais viadutos sobre a avenida 9 de Julho, o Estádio do Pacaembu, a avenida Rebouças, o Parque do Ibirapuera e o Hospital da Prefeitura.

Em abril de 1938 deixou o cargo logo após a indicação de Ademar de Barros como interventor estadual. A política não lhe interessava mais, agora marcada pelo obscurantismo da ditadura: no fim do ano anterior, Getúlio Vargas havia dado o golpe do Estado Novo, fechando o Congresso e anulando a eleição presidencial na qual Armando de Sales de Oliveira despontava como franco favorito. Armando Sales, seu cunhado Júlio de Mesquita Filho e outros adversários da ditadura foram presos.

Nunca mais voltou à política, passando a dedicar-se aos negócios da família e a inúmeras atividades voltadas para o interesse público. Juntamente com sua esposa Renata Crespi dirigiu diversas obras assistenciais para pobres e deficientes. Também em parceria com a esposa, instituiu prêmios de estímulo à produção cultural que serviram de apoio a diversos intelectuais em início de carreira, tais como Florestan Fernandes, Jorge Andrade, Francisco de Assis Barbosa e Paulo Emílio Sales Gomes. Após a morte de Fábio Prado em 1963, Dna. Renata doou todas as coleções artísticas e a mansão onde hoje se localiza o Museu da Casa Brasileira para o poder estadual, o qual até hoje não deu um destino digno a tão valioso acervo.

O prefeito Fábio Prado dá nome a uma avenida no Bairro de Chácara Klabin, Vila Mariana.

 

 

 
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