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Mario de Andrade, o Destaque dos Modernistas
Considerado unanimidade nacional e reconhecido por críticos como o mais importante intelectual brasileiro do século XX.
 

 

Mário Raul de Morais Andrade (São Paulo, 9 de outubro de 1893 — São Paulo, 25 de fevereiro de 1945) foi um paulista, poeta, romancista, crítico de arte, musicólogo, professor universitário e ensaísta, considerado unanimidade nacional e reconhecido por críticos como o mais importante intelectual brasileiro do século XX.[1] Notável polímata, Mário de Andrade foi uma das principais lideranças do movimento modernista no Brasil e produziu um grande impacto na renovação literária e artística do país, participando ativamente da Semana de Arte Moderna de 22, além de se envolver (de 1934 a 37) com a cultura nacional trabalhando como diretor do Departamento Municipal de Cultura de São Paulo.[2]     

durante à administração do Prefeito nomeado Fábio da Silva Prado entre setembro de 1934 à janeiro de 1938.

Primeiros anos

Andrade nasceu em São Paulo, cidade onde morou durante quase toda a vida, no número 320, Rua Aurora, onde seus pais, Carlos Augusto de Moraes Andrade e Maria Luísa Leite Moraes Andrade também viveram.[6] Em sua infância foi considerado um prodígio pianista. Ao mesmo tempo, estudou história, arte, e especialmente poesia.[7] Dominava a língua francesa: durante sua infância leu Rimbaud e os principais poetas simbolistas francês. Embora escrevesse poesia desde a mais tenra idade (seu primeiro poema é datado de 1904), sua primeira vocação foi musical, em 1911 foi matriculado no Conservatório de São Paulo.[6]

Em 1913, seu irmão Renato, então com catorze anos, morreu de um golpe recebido enquanto jogava futebol, o que causou um profundo choque em Mario. Abandonou o conservatório e se retirou com a família para uma fazenda em Araraquara.[6] Este incidente marcou o fim de sua carreira como pianista, já que produziu um tremor em suas mãos que impediu-o de tocar. Por isso, decidiu tornar-se professor de música, ao mesmo tempo que começa a ter um interesse mais sério pela literatura.[6] Em 1917, quando completou seus estudos piano, publicou seu primeiro livro de poemas, Há uma Gota de Sangue em Cada Poema, com o pseudônimo Mario Sobral.[6] O livro já contém inícios da crescente sensibilidade em direção ao autor as características distintivas da identidade brasileira, mas, como a maior parte da poesia brasileira produzida na época, não se destacava pela originalidade: é evidente a sua influência da escola europeia, sobretudo francesa.

Trabalho

Semana de Arte Moderna

Ver artigo principal: Semana de Arte Moderna

Mário de Andrade (sentado), Anita Malfatti (sentada, ao centro) e Zina Aita (à esquerda de Anita), em 1922.

Ao mesmo tempo que Andrade efetuava seu trabalho como pesquisador do folclore brasileiro, fez amizade com um grupo de jovens artistas e escritores de São Paulo que, como ele, estavam interessados no modernismo europeu. Alguns deles mais tarde integrariam o chamado Grupo dos Cinco: ele próprio, Andrade, o poeta Oswald de Andrade (sem relação de parentesco com Mário de Andrade, apesar da coincidência de nomes)[8] e Menotti del Picchia, além das pintoras Tarsila do Amaral e Anita Malfatti. Malfatti havia visitado a Europa nos anos anteriores a Primeira Guerra Mundial, e foi a introdutora do expressionismo no Brasil.

Em 1922, ao mesmo tempo que preparava a publicação de Pauliceia desvairada, Andrade trabalhou com Malfatti e Oswald de Andrade em organizar um evento que se destinava a divulgar as criações do grupo modernista de São Paulo para uma audiência mais vasta: a Semana de Arte Moderna, que ocorreu no Teatro Municipal de São Paulo entre 11 e 18 de fevereiro. Além de uma exposição de pinturas de Malfatti e de outros artistas associados ao modernismo, durante esses dias foram realizadas leituras literárias e palestras sobre arte, música e literatura. Andrade foi o principal organizador e um dos mais ativos participantes do evento, que, apesar de inicialmente recebida com ceticismo, atraiu uma grande audiência. Andrade, na ocasião, apresentou o esboço do ensaio que viria a publicar em 1925, a A Escrava que não é Isaura.

Os membros do Grupo dos Cinco continuaram trabalhando juntos durante a década de 1920, período durante o qual sua reputação cresceu e hostilidade por suas inovações foi gradualmente diminuindo. Mário de Andrade trabalhou, por exemplo, na "Revista de Antropofagia", fundada por Oswald de Andrade, em 1928.[6] Mario e Oswald de Andrade foram os principais impulsionadores do movimento modernista brasileiro. De acordo com Paulo Mendes de Almeida, que era um amigo de ambos:

 

Em 1935, durante uma era de instabilidade do governo Vargas, Mário de Andrade organizou, juntamente com o escritor e arqueólogo Paulo Duarte, um Departamento de Cultura para a unificação da cidade de São Paulo (Departamento de Cultura e Recreação da Prefeitura Municipal de São Paulo), onde Andrade se tornou diretor.[9] Em 1938 Mário de Andrade reuniu uma equipe com o objetivo de catalogar músicas do Norte e Nordeste brasileiros.[10]

Tinha como objetivo declarado, de acordo com a acta da sua fundação, "conquistar e divulgar para todo país a cultura brasileira".[11] O âmbito de aplicação do recém-criado Departamento de Cultura foi bastante ampla: a investigação cultural e demográfica, como construção de parques e recriações, além de importantes publicações culturais.

Exerceu seu cargo com a ambição que o caracterizava: ampliar seu trabalho sobre música e folclore popular, ao mesmo tempo tempo organizar exposições e conferências. As missões resultaram um vasto acervo registrados em vídeo, áudio, imagens, anotações musicais, dos lugares percorridos pela Missão de Pesquisas Folclóricas, o que pode ser considerado como um dos primeiros projetos multimédia da cultura brasileira. O material foi dividido de acordo com o caráter funcional das manifestações: músicas de dançar, cantar, trabalhar e rezar. Trouxe sua coleção fonográfica cultura para o Departamento, formando uma Discoteca Municipal, que era possivelmente as melhores e maiores reunidas no hemisfério.[12]

Em um marco do modo de conduzir o Departamento de Cultura, Claude Lévi-Strauss, então professor visitante da Universidade de São Paulo, realizou pesquisas de campo para o departamento. Outro grande evento foi a Missão de Pesquisas Folclóricas, que em 1938, visitou mais de trinta localidades em seis estados brasileiros em busca de material etnográfico, especialmente na música. A missão foi interrompida, no entanto, quando, em 1938, pouco depois de instaurado o Estado Novo (do qual era contrário)[6], por Getúlio Vargas, Mário demitiu-se do departamento.[6]

Mário de Andrade também foi um dos mentores e fundadores do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, junto com o advogado Rodrigo de Melo Franco de Andrade. Limitações de ordem política e financeira impediram a realização desse projeto (que seria caracterizado por uma radical investida no inventário artístico e cultural de todo o país), restringindo as atribuições do instituto, fundado em 1937, à preservação de sítios e objetos históricos relacionados a fatos políticos históricos e ao legado religioso no país.

Mário nasceu em São Paulo e construiu praticamente toda a sua vida na metrópole. Na cidade, estudou e também lecionou por muitos anos, amando e cantando sua terra natal desde cedo.[3] Durante seu tempo de vida, Mário criou vínculos fortes com outros nomes do país, se correspondendo freqüentemente com grandes artistas brasileiros, dentre quais se destacam Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral, Fernando Sabino e Augusto Meyer, e veio a falecer em 1945 na mesma cidade em que nasceu, após três décadas de trabalho que desempenhou em estilo vanguarda.[4]

Considerado o escritor mais nacionalista e múltiplo dos brasileiros,[1] Mário construiu um caráter revolucionário na literatura brasileira, que se iniciou com Paulicéia Desvairada, onde analisa a cidade de São Paulo e todos seus elementos (provincianismo, aristocracia, burguesia, rio Tietê, Avenida Paulista). Mário também é considerado um dos primeiros musicólogos do país, e seu maior interesse era a música, particulamente os ritmos nordestinos, nos quais tentou pesquisar e valorizar, assim como fez com a Missão de Pesquisas Folclóricas, tentando criar um estudo e uma descoberta das raízes culturas do Brasil. Isso também ocorreu com seu romance mais famoso, Macunaíma, considerada uma das obras capitais da narrativa brasileira no século XX.

A importância de Mário de Andrade continua sendo ativamente expressa nos dias atuais, e ainda se fala sobre sua obra seja para estudo ou para a investigação do Brasil: o filósofo Leandro Konder considera que talvez essa atualidade seja resultado pelo destaque que Mário tinha sobre os outros nomes do modernismo, "pela amplitude de sua cultura, pela vastidão dos seus conhecimentos [...] [porque] tinha uma visão panorâmica abrangente [e] dispunha de um quadro de referências muito mais rico do que todos os outros."[5] 

[OBS: Existe um depoimento gravado em 2003 com o professor Leandro Konder falando longamente do Mário, quando reeditei o livro “Histórias das Idéias Socialistas no Brasil” e tive o privilégio de entrevistá-lo várias vezes.]

RESUMO [do período na prefeitura]:

 

- Em 1935, fundou, juntamente com Paulo Duarte, o Departamento Municipal   de Cultura de São Paulo, órgão que exerceria larga influência na democratização da cultura e do qual foi o primeiro diretor. No ano seguinte, Mário e Paulo Duarte elaboraram um projeto de lei que dispunha sobre a criação do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, no âmbito do Ministério da Educação e Saúde.

Em 1937, criou a Sociedade de Etnografia e Folclore de São Paulo; criou também os primeiros parques infantis e a discoteca pública de São Paulo. Organizou o Congresso de Língua Nacional Cantada, que fixou a pronúncia padrão usada no teatro dramático e no canto do Brasil.  

 

 Bibliografia

  • Há uma Gota de Sangue em Cada Poema, 1917
  • Pauliceia Desvairada, 1922
  • A Escrava que Não É Isaura, 1925
  • Losango Cáqui, 1926
  • Primeiro Andar, 1926
  • A Clã do Jabuti, 1927
  • Amar, Verbo Intransitivo, 1927
  • Ensaios Sobra a Música Brasileira, 1928
  • Macunaíma, 1928
  • Compêndio Da História Da Música, 1929 (Reescrito como Pequena História da Música Brasileira, 1942)
  • Modinhas Imperiais, 1930
  • Remate de Males, 1930
  • Música, Doce Música, 1933
  • Belasarte, 1934
  • O Aleijadinho de Álvares De Azevedo, 1935
  • Lasar Segall, 1935
  • Música do Brasil, 1941
  • Poesias, 1941
  • O Movimento Modernista, 1942
  • O Baile das Quatro Artes, 1943
  • Os Filhos da Candinha, 1943
  • Aspectos da Literatura Brasileira 1943
  • O Empalhador de Passarinhos, 1944
  • Lira Paulistana, 1945
  • O Carro da Miséria, 1947
  • Contos Novos, 1947
  • O Banquete, 1978
  • Dicionário Musical Brasileiro, 1989
  • Será o Benedito!, 1992

[editar] Legado

Andrade morreu em sua residência em São Paulo devido a um enfarte do miocárdio, em 25 de fevereiro de 1945, quando tinha 51 anos. Dadas as suas divergências com o regime, não houve qualquer reação oficial significativa antes de sua morte. Dez anos mais tarde, porém, quando foram publicados em 1955, Poesias completas, quando já havia falecido Vargas, começou a consagração de Andrade como um dos principais valores culturais no Brasil. Em 1960 foi dado o seu nome à Biblioteca Municipal de São Paulo.

 

Modernistas

Na avaliação de Mário de Andrade,
São Paulo estava mais 'ao par' que o Rio de Janeiro. E socialmente falando, o modernismo só podia mesmo ser importado por São Paulo... São Paulo era muito mais moderna, porém, fruto necessário da economia do café e do industrialismo conseqüente...São Paulo estava ao mesmo tempo, pela sua atualidade comercial e sua industrialização, em contato mais espiritual e mais técnico com a atualidade do mundo...É mesmo de assombrar como o Rio mantém, dentro da sua malícia vibrátil de cidade internacional, uma espécie de ruralismo, um caráter parado tradicional muito maiores que São Paulo.5

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-01882001000300009#nt05#nt05

 

                                                            Mário de Andrade

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