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"Fernão Dias Paes Leme" - importante Bandeirante
O mais famoso Bandeirante paulista, levou a fama de "O caçador de Esmeraldas"
 

                                                                                                                                

                   Fernão Dias Pais

Fonte Wikipédia – a enciclopédia livre

 

 

                       

 

Fernão Dias Pais[1] (São Paulo, c. 1608 – faleceu no sertão de Minas Gerais, provavelmente Quinta do Sumidouro, em 1681) foi um bandeirante paulista. Ficou conhecido como "O Caçador de Esmeraldas". É o bandeirante de mais largo renome, juntamente a Antônio Raposo Tavares.

 

A bandeira de 1638

Integrou a famosa bandeira de Antônio Raposo Tavares, ao sul do Brasil, em 1638, que devassou os atuais estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e talvez o Uruguai. Nos ataques às reduções do Ibicuí, no atual Rio Grande do Sul, acompanhava-o o irmão Pascoal Leite Pais, que, sofrendo uma derrota a tropa que comandava, como capitão, em Caaçapaguaçu, em 1638, foi preso pelos espanhóis comandados por D. Pedro de Lugo e levado para o rio da Prata. Somente anos depois voltaria a São Paulo, para tomar parte em bandeiras até morrer em 1664, em sua fazenda de Parnaíba.

A bandeira de 1644

Defensor da expulsão dos jesuítas, que não concordavam com a escravização dos índios, partiu em nova bandeira, de 1644 a 1646, dessa vez pelo sertão paulista. Em 1650, administrou a construção do Mosteiro de São Bento, na cidade de São Paulo, sendo eleito juiz ordinário no ano seguinte. Em 1653, promoveu uma reconciliação entre paulistas e jesuítas.

A bandeira de 1661

Mas, em 1661, empreendeu novas expedições ao sertão em busca de índios para escravizar. Penetrou o Sul "até a serra de Apucarana", no "Reino dos índios da nação Guaianás", ou seja, no sertão do atual estado do Paraná. Retornou em 1665, com gente de três tribos, mais de quatro mil índios, mas, sem conseguir vendê-los, passou a administrá-los numa aldeia às margens do Rio Tietê, em suas terras, abaixo da vila de Parnaíba. Abastecia assim suas próprias lavouras.

As grandes expedições e descobertas por Lourenço Castanho Taques, Borba Gato, Matias Cardoso de Almeida e Fernão Dias se deram entre 1660 e 1670. Desde que uma entrada pelo Espírito Santo, chefiada por Marcos de Azeredo, dito O Velho, trouxe amostras de esmeraldas, em 1611, havia renascido o sonho de encontrar tais pedras.

Em 1671, Fernão Dias Pais recebeu ordens do governador Afonso Furtado para penetrar no sertão em busca das esmeraldas da mítica serra do Sabarabuçu. Uma carta régia de 21 de setembro de 1664 tinha-lhe pedido para "ajudar Agostinho Barbalho Bezerra", de modo que a corte começava a tomar conhecimento das esperanças por ouro renascidas no Sabaraboçu.

A bandeira de 1674

Elogiado pelos seus grandes serviços pelas cartas régias de 27 de setembro de 1664, de 3 de novembro de 1674, de 4 de dezembro de 1677 e de 12 de novembro de 1678, o bandeirante preador de índios se animou à empresa. Escreveu ao governador – ou lhe escreveu D. Afonso Furtado de Castro do Rio de Mendonça, senhor e depois primeiro visconde de Barbacena e governador-geral desde 8 de maio de 1671, incentivando-o a buscar regiões de prata e esmeraldas. Deu-lhe carta patente de chefe da grande bandeira com o título de "governador das esmeraldas e da conquista dos índios Mapaxós."

Borba Gato foi destacado para pesquisar ouro no Uaimi-i – ou Guaxim, Guaicuí, Rio das Velhas –, onde talvez tenha estabelecido os primórdios da cidade de Sabará. Durante sete anos, até 1681, percorreu a bacia do Jequitinhonha, pesquisando de vale em vale, provavelmente nos rios das Mortes, Paraopeba, das Velhas, Araçuaí e Jequitinhonha. Fundaram numerosos arraiais, dos quais apenas dois podem ser indicados com certeza: o atual Santana do Paraopeba e o de Sumidouro (do rio das Velhas).

Houve grandes dificuldades, como a luta contra os índios, o abandono de companheiros descrentes (como Matias Cardoso de Almeida) e dos dois capelães, a falta de recursos de São Paulo, a conspiração, em Sumidouro ou Anhanhonhecanha, de seu filho natural mameluco, José Dias Pais, o qual foi sentenciado pelo pai à morte por enforcamento.

Depois dos socorros enviados de São Paulo por sua mulher, pois para lá despachara dois índios goianás como postilhões, dando notícias ao príncipe-regente e ao governador, Fernão Dias partiu pela dilatada montanha. Teria prosseguido com Borba Gato, Francisco Pires Ribeiro, o cabo José de Castilhos, companheiro valoroso, seu filho Garcia. Estava reduzida agora sua bandeira. Acompanhou a cordilheira central e seguiu o rio das Velhas até encontrar a serra do Espinhaço,

Morte

A verdade é que, depois de percorrer durante quatro anos as terras que pertenceriam ao atual estado de Minas Gerais, tendo fundado diversos arraiais, encontrou um lote de pedras verdes. As pedras não eram esmeraldas, mas turmalinas, mas Fernão Dias morreu de febre no meio da mata, sem tomar conhecimento desse fato. Era outono em 1681.

Partira de São Paulo a tropa de D. Rodrigo de Castelo Branco, com Matias Cardoso de Almeida. No mesmo março de 1681, escrevia Fernão Dias carta datada de 27: "Deixo abertas cavas de esmeraldas no mesmo morro donde as levou Marcos de Azeredo, já defunto, coisa que há de estimar-se em Portugal." A tradição quer que tais esmeraldas tenham sido colhidas na região dos rios Jequitinhonha e Araçuaí.

Fernão Dias morreu junto ao rio Guaicuí (Guaiachi ou rio das Velhas). Muitos outros morreriam da mesma febre no Vapauçu e Itamarandiba. Comentam autores que certamente chegou às alturas do Serro do Frio e proibiu a penetração de qualquer bandeira ao norte de Sabarabuçu. Muito se escreveu sobre sua morte: especula-se que deve ter morrido à vista do Sumidouro. Por última vontade, encarregou o filho Garcia de voltar a São Paulo para entregar as esmeraldas à câmara e se colocar como primogênito à testa da famíia. Ao genro Borba Gato, deve ter na mesma ocasião mandado sair do Sumidouro em continuação dos descobrimentos do Sabaraboçu

 

 

 

 
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